Polícia Civil investiga caso de bebê abandonada em pilha de tijolos em Uberlândia
Mãe da criança ainda não foi identificada. Recém-nascida localizada nesta quarta (18) está internada na UTI Neonatal e deve ser registrada na próxima semana. A Polícia Civil instaurou nesta quinta-feira (19) um inquérito para apurar o abandono de uma recém-nascida em Uberlândia. De acordo com a delegada Alessandra Rodrigues da Cunha, policiais realizam diligências, no entanto a mãe da criança ainda não foi identificada. A bebê foi achada na manhã desta quarta-feira (18) embrulhada em um lençol em cima de uma pilha de tijolos no assentamento Santa Clara. A menina foi socorrida por uma vizinha do local, levada para a Unidade de Atendimento Integrado (UAI) do Bairro Morumbi e transferida para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), onde está internada na UTI neonatal. De acordo com o promotor da Vara de Infância e Juventude, Epaminondas Costa, a bebê deve receber alta na próxima semana. "Os esforços agora são para cuidar do estado de saúde da criança. Na próxima semana ela deve ser registrada com um nome que a equipe da Vara escolher e depois ela será cuidada por uma família acolhedora e se até 30 dias a mãe não manifestar, será encaminhada para adoção", explicou. Relembre De acordo com informações do Boletim de Ocorrência (BO) realizado pela Polícia Militar, por volta de 7h40 de quarta (18) vizinhos observaram um embrulho e, ao chegarem perto, perceberam que era uma recém-nascida que ainda estava com o cordão umbilical. "Era 7h30 quando saí na porta de casa e vi aquele embrulho, cheguei perto e me deparei com uma menininha muito sujinha e muito fria. Na hora eu me desesperei e comecei a gritar e logo liguei pra polícia, que me orientou leva-la para atendimento médico imediatamente", explicou a mulher de 47 anos que socorreu a bebê, Eliana Borges Marin. O juiz da Vara da Criança e Adolescência, José Roberto Poiani, disse que a bebê pesa aproximadamente 3kg e nasceu poucas horas antes de ser abandonada. A Justiça acompanha o caso.
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