Comércio, indústria e turismo de SC começam recuperação após paralisação dos caminhoneiros
Empresários tentam deixar período de escassez para trás e focar no futuro. Greve provocou desabastecimento de diversos itens no estado. Setores afetados pela greve se mobilizam por normalização dos serviços Após a desmobilização de todos os pontos de protesto dos caminhoneiros em Santa Catarina, nesta quinta-feira (31), o comércio, a indústria e o turismo do estado começam a recuperação. Os dias de greve provocaram o desabastecimento de diversos itens. Os empresários agora tentam deixar para trás o período de escassez e focar no futuro, como mostrou o NSC Notícias. Comércio e indústria Para o comércio, foi dia de shopping cheio. Em Blumenau, no Vale do Itajaí, as vendas tinham caído 60%. "Tudo ajuda. Vamos lá, foco. Esquece o que passou e foco nas vendas!", resumiu o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau, Eduardo Soares. O foco nos próximos dias também é objetivo de empresários de outras regiões do estado. "Já passamos por tantas crises. Não são esses 10 dias que vão nos fazer esmorecer", afirmou o presidente da Associação Empresarial de Criciúma, Moacir Dagostin. "Cadeia produtiva, no geral, deve se unir agora, fazer forças para que agora o impacto seja menor", disse o presidente do Centro Empresarial de Chapecó, Neloir Tozzo. O prejuízo foi milionário para indústria. Muitas ficaram paradas por quase uma semana. Mas, com os caminhões rodando, os insumos já chegam. A produção vai voltando ao normal. Na agroindústria, perto de 300 caminhões levaram carne congelada ao porto de Itajaí na quarta (30). "As empresas voltaram a abater, algumas ontem [quarta], outras hoje [quinta]. E começamos a entrar no ritmo, buscando recuperar o passado", afirmou o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), Ricardo de Gouvêa. "Como a indústria é muito dinâmica, é preparada, olha pra frente, certamente vamos levar um bom período, mas a indústria tende a se recuperar ainda em 2018", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Glauco Côrte. Turismo Como em outros setores da economia, a hotelaria também perdeu com a greve. Um hotel no Centro de Florianópolis estava esperando 90% de ocupação no feriado por causa de um evento que vai ocorrer na cidade. Porém, 15% das reservas foram canceladas. Entre os hóspedes que não desistiram está a empresária Josane Melo, que veio da capital paranaense. "Meu marido ficou 15 minutos na fila e a gente veio. Pelo o que a gente viu na estrada, em todos os postos de Curitiba para cá tem combustível", disse ela. Segundo o gerente do hotel, Emerson da Rosa, alguns hóspedes ainda têm dúvidas sobre o cenário na capital de Santa Catarina. "Alguns clientes ainda estão ligando, perguntando como está a situação em Florianópolis e a gente tenta tranquilizar, dizendo que as coisas estão voltando ao normal", disse. Houve hotel que perdeu quase metade das reservas, principalmente no litoral. Mas foi a Serra que deu a boa notícia: perdeu só uma em cada 10 reservas, em média. "A própria Festa do Pinhão vai ajudar que os hoteleiros da região ganhem algum dinheiro para suprir suas necessidades", afirmou o conselheiro da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Santa Catarina João Eduardo Moritz.
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