PF investiga suposto vínculo entre Rodrimar e coronel amigo de Temer
Polícia suspeita que o contador Almir Martins seja laranja do coronel Lima. Rodrimar é suspeita de pagar propina em troca de decreto de Temer. A Polícia Federal está apurando um suposto vínculo entre o coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Michel Temerx, e a empresa Rodrimar, suspeita de pagar propina, em troca de um decreto assinado pelo presidente. O delegado Cleyber Malta Lopes, responsável pelo inquérito dos portos, ouviu no dia 17 de maio o contador Almir Martins, que presta serviços para a Argeplan e foi contador das campanhas de Temer em 1994, 1998, 2002 e 2006. A Argeplan pertence ao coronel aposentado da PM João Baptista Lima Filho, amigo do presidente Michel Temer. Lima foi preso na Operação Skala, suspeito de receber R$ 1 milhão do grupo J&F para o presidente. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada nesta quinta (31) mostra que a PF suspeita que o contador Almir Martins seja laranja do coronel Lima. A TV Globo também confirmou a linha de investigação da polícia e teve acesso à integra do depoimento de Martins. À Polícia Federal, Martins contou que foi indicado por um diretor da Argeplan, que já morreu, para a função de gerente da Eliland do Brasil - braço de uma empresa sediada no Uruguai. O contador admitiu aos investigadores que se recorda de contrato firmado entre a Eliland do Brasil e a Rodrimar, mas disse não se lembrar do objeto nem dos valores envolvidos, apenas que os pagamentos ocorreram até o ano de 2010. Os investigadores afirmam que esse contrato era o elo entre o coronel Lima e a Rodrimar. A empresa do setor de portos é investigada por suspeita de ter se beneficiado com a edição de um decreto do presidente Temer em 2017. Em troca, a Rodrimar teria pago propina ao presidente. Lima é suspeito de ser um dos intermediários desta propina. O que dizem os citados A defesa de Almir Martins afirmou que ele não é laranja e apenas prestou serviços de contabilidade para a Argeplan e outras empresas, entre elas a Eliland. O Palácio do Planalto voltou a declarar que o presidente Michel Temer jamais recebeu recursos ilícitos e que a Rodrimar não foi beneficiada pelo decreto dos portos. A Rodrimar declarou que, em seus 74 anos, nunca recebeu ou atuou para receber qualquer privilégio do poder público. Nós não conseguimos contato com João Baptista Lima Filho e com a Argeplan.
Comentários
Postar um comentário