Cidades mineiras têm quarto dia de ataques a veículos e prédios públicos

Transporte coletivo, que chegou a ser suspenso por um dia, voltou com horários reduzidos em algumas linhas, por motivo de segurança.   Minas Gerais registrou o quarto dia seguido de ataques a ônibus e prédios públicos. Ônibus escoltados pela PM ou pela Guarda Municipal, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Em algumas linhas, policiais acompanham a viagem dentro dos ônibus. O transporte coletivo, que chegou a ser suspenso na terça-feira (5), voltou nesta quarta-feira (6) com horários reduzidos em algumas linhas, por motivo de segurança. Mudanças também no horário da coleta de lixo. Em alguns bairros, os caminhões não passaram à noite. Desde domingo (3), houve ataques em 33 cidades do estado. A maioria, no Triângulo Mineiro e no Sul de Minas. Em São Lourenço homens obrigaram motorista, cobrador e 6 passageiros a descer de um ônibus antes do botar fogo no veículo. Em Santa Rita do Sapucaí, o ataque foi a um caminhão da companhia de água, e em São Bento Abade, até ônibus escolares foram destruídos. Em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte, os bandidos queimaram dois ônibus. Em um deles, as chamas atingiram a rede elétrica e o muro de uma escola. No outro, a polícia encontrou um bilhete com exigências de uma facção criminosa. A polícia não revelou o conteúdo do bilhete, e também não confirmou a veracidade de gravações que seriam conversas entre integrantes de uma facção criminosa. Mas a Ordem dos Advogados do Brasil confirmou as conversas entre bandidos. A OAB também relaciona os ataques em Minas com os ocorridos no Rio Grande do Norte no fim de semana e afirma que ação dos bandidos é facilitada pela falta de bloqueadores nas unidades prisionais de Minas. "Entendemos pela oitiva dos áudios que os ataques partiram da facção criminosa de São Paulo, que à princípio era destinada tão somente para o estado do Rio Grande do Norte, mas houve uma extensão para Minas Gerais. Você não tem aí nem 10% das unidades prisionais que possuem bloqueadores, e esses que existem, não funcionam", disse o presidente da Comissão de Assuntos Carcerários da OAB, Fábio Piló. A Secretaria de Administração Prisional de Minas afirmou que 5 penitenciárias do estado têm bloqueador de sinal de celular funcionando. E declarou que tem feito em feito investimento em todas as penitenciárias mineiras, além de ter inaugurado um novo presídio em 2017 no norte de Minas.

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