Em 10 anos, mais que dobra o número de pessoas assassinadas no Pará, revela Atlas da Violência

Em 2006, o registro não chegou a 2.000 mortes. Já em 2016, o número de pessoas assassinadas foi para mais de 4.000. É um aumento de 119%, o maior índice da região Norte do país. Em 10 anos, mais que dobra número de pessoas assassinadas no Pará Em 10 anos, mais que dobrou o número de pessoas assassinadas no Pará. Em 2016 foram mais 4.000 homicídios, colocando o estado no topo da região Norte. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e revelam ainda dois dados preocupantes: a maioria das vítimas é preta e parda e foi morta com uso de arma de fogo. O Atlas da Violência 2018 mostra que, em 2006, o registro não chegou a 2.000 mortes. Já em 2016, o número de pessoas assassinadas foi para mais de 4.000. É um aumento de 119%, o maior índice da região Norte do país. Sozinho, o Pará registrou mais mortes do que todos os vizinhos. A pesquisa revela ainda que a maioria dos mortos é de pretos e pardos, 91%, e foi morta com arma de fogo. "Pra gente foi um baque muito grande. Apesar da gente ver nos noticiários mães perdendo filhos, a gente não se imagina numa situação dessas ", disse a atendente Roseane Nunes, que perdeu o filho em um jogo de futebol em Belém. Em março deste ano, a criança de apenas quatro anos estava em uma arena com o pai e levou um tiro na cabeça. "Ele já chegou atirando. Infelizmente ele matou o rapaz e também atingiu o meu filho", conta. "O Estado não está conseguindo atender os princípios básicos que é levar cidadania, dignidade, ações sociais necessárias à periferia. Nos últimos anos o aumento da criminalidade está relacionado com espaços urbanos que foram abandonados. São áreas ocupadas pelo crime que funcionam até como ponto de encontro de usuários de droga e de traficantes", explica o especialista em segurança Wando Monteiro. Um exemplo de desinteresse em políticas públicas eficientes em Belém é o abandono do prédio no bairro do Guamá, que antes era dedicado a esporte, cultura e lazer. Há anos ele foi desativado. Esse é o bairro mais populoso da capital e os moradores sentem as consequências desse abandono. A violência está cada vez mais presente na rotina deles. "Tá horrível. Assalto tá demais. Antigamente era bicicleta e agora é moto e até carro", diz a manicure Maria Silva. "É uma dor infinita, que não passa", diz a mãe que perdeu o filho para a violência, Roseane Nunes. A Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que ações estão sendo feitas para reforçar a segurança na capital e em todo o estado para reduzir os índices de criminalidade. De acordo com a Segup, entre outras medidas que estão sendo tomadas, há 2.000 novos policial militares em fase final de formação e todos os municípios do Pará possuem atualmente delegados de polícia.

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